TEM LUGARES QUE TE MANTÊM VIVO, MAS NÃO TE DEIXAM VIVER.

Nem todo lugar que oferece segurança oferece crescimento.
Às vezes, você permanece em determinado ambiente porque ele é conhecido, previsível e oferece alguma estabilidade.
Mas, aos poucos, percebe que precisa diminuir quem você é para continuar pertencendo.
-Você se adapta.
-Se cala.
-Adia planos.
-Abandona possibilidades.
-Acostuma-se com aquilo que antes incomodava.
E começa a confundir sobreviver com viver.
Na Psicologia, o bem-estar não envolve apenas ausência de sofrimento. Modelos como o de Carol Ryff consideram dimensões como autonomia, crescimento pessoal, relações positivas, propósito de vida, autoaceitação e domínio do ambiente.
Isso nos leva a uma reflexão importante:
“O ambiente em que estou me permite ser quem estou me tornando?”
Porque existe uma diferença entre um lugar que acolhe suas necessidades e um lugar que exige que você abandone suas necessidades para permanecer nele.
E sair de um contexto limitante nem sempre significa tomar uma decisão impulsiva.
Às vezes, significa primeiro reconhecer:
“Eu me acostumei com isso, mas não significa que isso seja saudável para mim.”
Crescer também pode exigir mudanças de ambiente, de relações, de hábitos e das escolhas que organizam a nossa vida.
Você não precisa destruir tudo para começar de novo.
Mas talvez precise perceber onde está apenas funcionando e onde realmente está vivendo.
Porque segurança é importante.
Mas uma vida psicologicamente saudável também precisa de autonomia, propósito e espaço para crescer.
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PSICÓLOGO LEANDRO MOTTA
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