Medicar uma criança com remédios voltados para o tratamento do autismo sem que ela realmente tenha o transtorno pode gerar diversas consequências negativas, tanto físicas quanto psicológicas e sociais. Aqui estão algumas das principais:
1. Efeitos colaterais desnecessários
Muitos medicamentos usados em casos de autismo (como antipsicóticos e estabilizadores de humor) podem causar efeitos adversos como:
-Ganho de peso excessivo
-Sonolência intensa
-Alterações hormonais
-Problemas gastrointestinais
-Diminuição da motivação e da expressividade
-Tremores ou outros sintomas neurológicos.
2. Comprometimento do desenvolvimento
Medicamentos podem afetar o desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, mascarando sintomas reais de outros transtornos ou fases normais da infância.
Ao sedar ou alterar o comportamento da criança artificialmente, perde-se a oportunidade de trabalhar habilidades importantes por meio de terapias adequadas.
3. Atraso no diagnóstico correto
Um diagnóstico errado pode ocultar o verdadeiro problema (como TDAH, ansiedade infantil, problemas de linguagem, entre outros), atrasando o tratamento mais eficaz.
Isso compromete a evolução e qualidade de vida da criança.
4. Problemas emocionais e sociais
A criança pode ser rotulada injustamente como autista, o que afeta sua autoestima e a forma como é tratada na escola e em casa.
A adaptação de rotinas ou expectativas com base em um diagnóstico incorreto pode gerar frustração e exclusão social.
5. Dependência medicamentosa
O uso prolongado de medicação sem necessidade pode levar à dependência química ou dificultar a retirada dos remédios futuramente.
6. Impacto na família
A família pode enfrentar estresse emocional, custos financeiros elevados com tratamentos desnecessários e sentimentos de culpa ou confusão.