SAÚDE MENTAL de jovens brasileiros é o pior do que a de outros grupos, diz pesquisa

Baixa autoestima, isolamento social e até conflitos familiares ⁠

 

Essas são algumas das consequências decorrentes dos problemas de saúde mental — questões que afetam de maneira mais intensa os jovens brasileiros com idades entre 16 e 24 anos. ⁠

 

O dado faz parte do Panorama da Saúde Mental, ferramenta de monitoramento criada pelo Instituto Cactus, entidade filantrópica, em parceria com a AtlasIntel, empresa de tecnologia especializada em inteligência de dados.⁠

 

O estudo foi feito por questionário online e cerca de 44% dos respondentes são da região Sudeste do Brasil.⁠

 

Segundo Luciana Barrancos, gerente executiva do Instituto Cactus, no caso do recorte específico de dados sobre jovens, o objetivo do levantamento é permitir identificar comportamentos, hábitos e preocupações associados à saúde mental, que são singulares desse grupo, colaborando para a criação de soluções de acordo com as necessidades.⁠

 

“Sabemos que adolescência é um período de grandes transformações sociais, de formação de identidade e descobertas sexuais”, disse à BBC News Brasil. ⁠

 

Barrancos aponta também que mais estudos são necessários para avaliar a correlação entre as descobertas do Panorama sobre como mudanças no comportamento são impactadas pela saúde mental.

 

Conforme os jovens ouvidos pelo Panorama de Saúde Mental:

  • 78% se sentiram feios ou pouco atraentes nas duas semanas anteriores ao levantamento.
  • Destes, a maioria (73%) relatou se sentir pouco inteligente.
  • 80% deles também demonstraram baixo interesse e prazer nas atividades do dia a dia.
  • 70% dos jovens indicaram ter brigado com seus familiares no perido da pesquisa.
  • 7,6% afirmaram fazer uso de psicoterapia.
  • 9,4% dizem usar medicamentos de uso contínuo – número menor do que o informado por outros grupos