Hipnose no Amor

Falar de amor é falar de numerosos tipos de relações emocionais que agrupamos teoricamente como amor. Mas o que seria esse amor? Um amor real, verdadeiro, genuíno, ou toda uma gama de possibilidades no âmbito dos fenômenos do amor.

Estar amando pode ser entendido como uma catexia de objeto por parte dos instintos sexuais com vistas a uma satisfação diretamente sexual, catexia que se expira quando se alcança este objetivo: é o que se chama de amor sensual comum.

O amor também poderá ser avaliado sob a ótica da Idealização, pois quando estamos amando, uma quantidade considerável de libido narcisista transborda para o objeto. Algumas escolhas amorosas, o objeto de amor serve como um complemento inatingível do nosso ideal do ego.

Freud ao comparar o Amor a Hipnose, onde o estar amando se assemelha ao estado de hipnose. Para ele existe uma sujeição humilde para com o objeto amado, provocando uma inibição da iniciativa própria do sujeito; o hipnotizador se coloca no lugar do ideal do ego. Na Hipnose tudo se torna mais claro e mais intenso, de maneira que seria mais apropriado explicar o estado de estar amando por meio da hipnose, que fazer o contrário. O hipnotizador constitui o único objeto e em transe não se presta atenção a mais ninguém que não ser ele.

Encorajar e desafiar são as chaves mestras de qualquer processo terapêutico. Depois que o terapeuta cria o espaço de receptividade e proteção, existe uma pergunta básica que todos nós devemos fazer: Quem é você? Esta é bem mais que uma pergunta objetiva e simples. Estamos contextualizando, inserindo que o cliente é algo além do problema ou do sintoma apresentado. Estaremos encorajando o cliente a perceber que ele está prestes a realizar alguma coisa muito importante para ele mesmo. Estaremos desafiando-o a abrir um espaço para que os sentimentos, emoções, experiências únicas e verdadeiras se abram dentro dele. Isto tudo realizado por uma pergunta simples, mas sustentadas pelo silêncio amoroso do terapeuta.

PORTANTO, o uso da Hipnose inclui-se como recurso auxiliar de trabalho do psicólogo, quando se fizer necessário, dentro dos padrões éticos, garantidos a segurança e o bem estar da pessoa atendida. Nesse rumo, o psicólogo poderá recorrer a Hipnose, dentro do seu campo de atuação, desde que possa comprovar capacitação adequada, sendo assim, minha especialidade em intervenção terapêutica utilizando a hipnose ocorre desde 1999, e atuando como professor deste segmento desde 2008.

Oportuno se torna mencionar que a técnica de hipnose terapêutica é apenas uma dentre outras aplicadas pela Psicologia, tais como Terapia Cognitiva-Comportamental, Psicanálise, Gestal-Terapia, etc.