Às vezes, o que mais nos cansa não é aquilo que aconteceu, mas aquilo que continuamos carregando depois que aconteceu.
Desapegar não significa esquecer.
Não significa fingir que não doeu.
E muito menos dizer que aquilo não teve importância.
Desapegar é reconhecer que algumas coisas pertencem ao passado — e que continuar tentando controlar o que já não está sob nosso controle pode nos prender emocionalmente.
Na Psicologia, a ruminação descreve justamente esse movimento de permanecer preso a pensamentos e experiências negativas, revisitando mentalmente o que aconteceu, o que poderia ter sido diferente ou o que gostaríamos de mudar. A dificuldade de “deixar ir” aparece associada a maior sofrimento psicológico em pesquisas sobre ruminação.
Por isso, às vezes, desapegar é dizer:
“Eu não preciso continuar revivendo aquilo para reconhecer que aconteceu.”
Você pode aprender com uma experiência sem permanecer preso a ela.
Pode sentir saudade sem precisar voltar.
Pode perdoar sem reabrir uma porta.
Pode aceitar que algumas respostas nunca virão.
E pode seguir em frente sem diminuir a importância daquilo que viveu.
Desapegar não é perder.
Às vezes, é finalmente parar de perder energia tentando segurar o que já precisa ser deixado para trás.
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PSICÓLOGO LEANDRO MOTTA
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