A festa mais esperada do ano por grande parte da população está a ponto de começar. Mas o que diz a psicologia sobre este evento, suas fantasias e brincadeiras? Qual a relação de Carl Jung com o tema?
Para Jung, os rituais facilitam a conexão entre a realidade interior e exterior, assim como os mundos desconhecidos e conhecidos. Desde que o homem era primata, ele utilizava rituais como a dança e cantos para se liberar e expressar determinado sentimento. Jung chamou este comportamento de “arquétipo”. Para ele, a linguagem que é feita a matéria dos sonhos e fantasias é “pensamento não dirigido”. Aqui o que é lógico e físico fica de fora.
Hoje em dia as pessoas vivem em um ritmo de vida pesado, tentando conciliar a vida profissional com a pessoal. Estamos constantemente pagando contas e lidando com os desafios do dia a dia. Porém, para muitos, quando chega o carnaval, a racionalidade deixa espaço para alegria e prazer tomarem conta. Para Freud, é neste momento que o ID, uma instância psicológica que cada indivíduo possui, é tomado pelos impulsos do prazer e conduzido pelos desejos, não mais pelas consequências.
Fantasiados estamos protegidos dos julgamentos e possíveis críticas. É exatamente nesta festa democrática que grande parte da população se liberta, sem se preocupar com a censura. Alguns especialistas afirmam que este período é importante para ajudar a vivenciar outros aspectos psicológicos. É a hora em que o indivíduo se permite extravasar e ser diferente do que nos são outros dias do ano.
Quando chega a quarta-feira de cinzas é hora de voltar à vida real. Durante o resto do ano os momentos de lazer vividos neste período ficarão guardados na memória dos foliões, que já começam a esperar, ansiosos, pelo próximo ano, para deixarem a fantasia tomar conta.