Como psicólogo escolar, é importante refletir sobre as barreiras que muitos alunos autistas enfrentam no ambiente escolar. Embora a inclusão seja um direito garantido por lei e um princípio fundamental da educação, ainda vemos práticas e atitudes que excluem, silenciam ou marginalizam esses estudantes.
O que é exclusão escolar?
A exclusão não significa apenas a ausência física do aluno na escola, mas também a falta de participação efetiva nas atividades, a negação de suas necessidades específicas e a ausência de apoio adequado.
No caso de crianças e adolescentes autistas, isso pode ocorrer de diversas formas:
Falta de adaptações curriculares e pedagógicas, o que dificulta a compreensão e o acompanhamento das aulas.
Isolamento social, tanto por parte de colegas quanto por atitudes dos próprios educadores, que muitas vezes não sabem como incluir de forma efetiva.
Preconceito e estigmas, como a ideia equivocada de que a criança autista “não aprende” ou “não tem interesse” em interações.
Disciplinas e métodos inflexíveis, que não consideram as características sensoriais, emocionais e cognitivas do autismo.
O papel da escola e da equipe psicopedagógica.
A escola deve ser um ambiente de acolhimento e valorização das diferenças.
Para isso, é necessário:
Promover formações continuadas para professores sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Criar espaços de escuta para os alunos autistas e suas famílias.
Estimular a empatia e o respeito à diversidade entre os colegas, promovendo ações de convivência e educação emocional.
Desenvolver planos individualizados de ensino que respeitem o ritmo e as necessidades de cada estudante.
Conclusão
A exclusão do aluno autista não é um problema individual — é uma questão coletiva, que exige compromisso ético, empatia e mudança nas práticas pedagógicas. A verdadeira inclusão só acontece quando todos têm voz, vez e pertencimento.