É necessário frisar, que o uso contínuo de medicação psiquiátrica é prejudicial aos pacientes na medida em que aniquila suas vivências subjetivas.
A própria experiência com a ayahuasca traz à tona a crise através de momentos de confusão mental, descontrole corporal e outros tipos de mal-estar que são muito comuns em uma cerimônia. Tomar a beberagem implica encontrar-se em um estado de certa vulnerabilidade, no sentido de que a pessoa está sujeita a sentir-se fraca, desorientada, desarranjada (fisicamente), dependendo de outras pessoas para ações triviais como levantar-se, enfim, está exposta a todo tipo de desconfortos imprevisíveis.
Nesse rumo, do ponto de vista farmacológico, a ayahuasca parece NÃO produzir dependência fisiológica, nem induzir mudanças corporais crônicas capazes de desencadear tolerância. Pesquisa realizada com membros da União de Vegetal evidenciou a inexistência de distúrbios psiquiátricos que caracterizam dependência (abstinência, tolerância, comportamento de abuso e perda social). Corroborando esses dados, estudo com procedimento duplo-cego e placebo sobre a administração de repetidas doses de DMT em seres humanos não encontrou qualquer evidência de tolerância aos efeitos subjetivos do alucinógeno. A DMT é essencialmente não-tóxica para os órgãos do corpo e não produz dependência fisiológica ou comportamentos associados com a dependência.
Além disso, estudos relatam que, de maneira geral, o consumo ritual da ayahuasca parece NÃO produzir qualquer tipo de prejuízo social ou patologia, seja física ou mental. Pesquisas recentes têm evidenciado essa relativa inocuidade da ayahuasca inclusive em adolescentes.
O consumo do chá de ayahuasca representa grande perigo para quem sofre de transtornos mentais, como a esquizofrenia. Há ainda os riscos de convulsões, de problemas respiratórios, de surtos psicóticos e, em casos mais graves, de coma. Contudo, não existe até o momento estudos que comprovem que a ayahuasca possa ensejar o surgimento de esquizofrenia.
Vale ressaltar que tudo depende da frequência, quantidade ingerida para causar malefícios em uma pessoa, isso sem considerar questões pré-existentes na fisiologia de cada pessoa que impliquem no impedimento da ingestão da substância.