Às vezes, o silêncio é descanso.
É escolha.
É o espaço necessário para organizar pensamentos e emoções.
Mas nem todo silêncio representa tranquilidade.
-Há silêncios que nascem do medo de incomodar.
-Da dificuldade de colocar limites.
-Da necessidade de evitar conflitos.
-Da sensação de que ninguém vai compreender.
-Ou do hábito de esconder aquilo que sentimos.
Na Psicologia, compreender um comportamento exige olhar para sua função e contexto, e não apenas para aquilo que aparece externamente.
Uma pessoa pode parecer tranquila enquanto internamente enfrenta ansiedade, tristeza, insegurança ou conflitos que ainda não conseguiu expressar.
Por isso, não devemos romantizar o silêncio.
Ficar calado nem sempre significa estar em paz.
Às vezes, significa apenas que a pessoa ainda não encontrou um lugar seguro para falar.
E talvez uma das formas mais importantes de cuidado seja oferecer escuta sem julgamento.
•Não pressionar.
•Não minimizar.
•Não responder imediatamente com soluções.
•Apenas permitir que o outro possa dizer:
“Eu não estou tão bem quanto pareço.”
Porque algumas dores não fazem barulho.
Elas simplesmente aprendem a permanecer em silêncio.
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PSICÓLOGO LEANDRO MOTTA
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