Continuamos porque já investimos demais.
Tempo.
Energia.
Afeto.
Expectativas.
Planos.
Esperança.
E surge um pensamento silencioso:
“Depois de tudo que eu fiz, não posso simplesmente desistir.”
Na Psicologia, isso se aproxima do efeito do custo irrecuperável: a tendência de continuar investindo em algo porque já investimos muito anteriormente, mesmo quando o que importa é avaliar o que essa escolha oferece daqui para frente. Pesquisas mostram que esse viés pode influenciar decisões pessoais e que o cérebro participa desse processo de avaliação entre investimentos passados e perspectivas futuras.
Mas existe uma pergunta mais importante do que:
“Quanto eu já investi?”
É:
“O que essa situação está me oferecendo agora?”
O passado não pode ser recuperado.
Mas o futuro ainda pode ser escolhido.
Você não precisa transformar todo sofrimento em prova de resistência.
Nem toda persistência é força.
Às vezes, persistir significa apenas continuar pagando por uma escolha que já não faz sentido.
E reconhecer isso não apaga o que você viveu.
Apenas impede que aquilo que você já perdeu continue determinando tudo o que você ainda pode viver.
Talvez a pergunta não seja:
“Quanto ainda preciso suportar?”
Mas:
“Quanto da minha vida estou disposto a continuar entregando para algo que já não me faz bem?”
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PSICÓLOGO LEANDRO MOTTA
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