Violência vicária é uma forma de violência em que o agressor utiliza uma terceira pessoa — geralmente alguém emocionalmente significativo para a vítima — como instrumento para causar dor, controle ou punição.
O termo foi amplamente discutido a partir dos estudos da psicóloga argentina Sonia Vaccaro, que descreveu esse fenômeno principalmente no contexto de violência contra a mulher (contudo, o mesmo ocorre contra homens).
📌 Como funciona?
Na violência vicária, o agressor:
- Não atinge diretamente a vítima principal.
- Usa alguém que ela ama (comumente filhos).
- Busca provocar sofrimento psicológico profundo.
É uma forma de violência instrumental: o objetivo não é a terceira pessoa em si, mas o impacto emocional devastador na vítima.
⚠️ Exemplo comum
Em casos de separação conflituosa, um ex-companheiro(a) pode:
- Manipular os filhos contra o PAI e/ou contra a mãe.
- Impedir contato do PAI e/ou da mãe com os filhos.
- Ameaçar machucar ou prejudicar os filhos para atingir emocionalmente o PAI e/ou a mãe.
Nesse contexto, a criança torna-se um “meio” para ferir o outro genitor.
🧠 Impacto psicológico
Para a vítima:
- Culpa intensa
- Ansiedade crônica
- Medo constante
- Sensação de impotência
Para a criança:
- Conflito de lealdade
- Confusão emocional
- Possível desenvolvimento de sintomas ansiosos ou depressivos
📚 Enquadramento jurídico no Brasil
No Brasil, a violência vicária pode ser compreendida dentro da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), pois configura violência psicológica e moral quando há intenção de atingir a mulher por meio dos filhos. No entanto, falta Lei que proteja o HOMEM no mesmo sentido.
Nesse rumo, temos a LEI DE ALIENAÇÂO PARENTAL, contudo, o Poder Judiciário se demonstra tímido em aplicar a lei contra mulheres, talvez pelo ativismo judicial feminista.
Em alguns países, como a Espanha, o conceito já possui reconhecimento jurídico mais específico dentro da legislação de proteção às mulheres e homens que sofrem essa violência.
🎯 Em termos psicológicos
A violência vicária está ligada a:
- Dinâmicas de poder e controle
- Funcionamentos narcísicos e vingativos
- Incapacidade de elaborar frustração após ruptura conjugal
É uma forma sofisticada e cruel de agressão, porque atinge onde a pessoa é mais vulnerável: seus vínculos afetivos.
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