Você pode amar profundamente. Pode compreender. Pode escolher caminhos com mais consciência, tratar suas feridas, dar novos significados à dor. Mas curar sua família inteira — essa missão não é sua.
Você não pode curar a ferida emocional de ninguém, você pode curar-se. Por distorção e amor cego tem muita gente distraída, achando que pode.
Aqui está uma verdade difícil:
Cada um só caminha quando está pronto.
Você pode ser farol, mas não o remo.
Pode ser presença, mas não controle.
Pode oferecer acolhimento, mas não forçar consciência.
Na tentativa de “curar” a família, muitas vezes nos colocamos em um lugar que não nos pertence — o lugar do salvador, do adulto responsável por todos, do que paga a conta emocional da árvore genealógica inteira. E isso é exaustivo.
E, pior: é ineficaz.
Você não pode ser o terapeuta da sua mãe.
Nem o pai do seu pai.
Nem o equilíbrio de todos.
Seu papel é viver a sua vida com integridade. Curar em si o que é possível, e deixar que sua transformação fale por si — sem imposição, sem cobrança.